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 Viver e Não Saber

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Branquinho



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MensagemAssunto: Viver e Não Saber   Dom Jul 26, 2009 2:35 pm

Nos tempos que ocorrem, colocando de parte a actual crise e o constante desemprego que já afligem milhares de pessoas em todo o mundo e que, por certo, irão ainda atingir muitas mais famílias nos próximos 5 anos, há uma série de alterações globais que apareceram ao mesmo tempo que todas estas crises e até envolve a mais recente gripe.

Tendo aprendido com a minha falecida avó muitas coisas que me foram transmitidas pela sua experiência, doença e métodos de sobrevivência, creio que é boa altura para colocar aqui um pouco da sua sabedoria em termos de viver e não saber viver.

Não sei se toda a gente que me lê está informada ou pelo menos desconfia de que todas as crises e doenças, bem como todas as alterações climáticas e demais acontecimentos que pesam sobre os ombros da humanidade actual não passam, pois, de serem "ciclos" que se repetem de uns certos em certos anos. Repare-se que após cada crise mundial há um tempo de bonança e passados uns 25 a 50 anos a mesma crise volta a repetir-se mas a cada repetição sempre sobre tanto a antiga como a nova geração. Esta última é a que mais sofre já que não possui a experiência adequada para enfrentar situações, mas os da "velha guarda" já passaram por lá e chegam a desenrascar-se bem o que é deveras admirável e de louvar.

Com as alterações climáticas só resta alterar a época de sementeiras, ou seja, a cada passo que o clima se altere para maior onda de calor ou de frio há que alterar com antecedência também os métodos convencionais de plantar e trabalhar nos campos, pois só assim será possível fazer colheitas na época certa em vez de as fazer ou cedo demais ou tardiamente.

Até agora já coloquei os Almanaques mensais de cada mês de uma forma que é bem conhecida entre muitos activos praticantes de tal informação e saber, e no entanto toda a informação ali disposta é proveniente da inegável e valiosa experiência de quem vive da terra e para a terra. Resta-nos que sabendo viver e sobreviver a cada revês que a vida nos oferece (por muitas imerecidas vezes que o faça) que saibamos adaptar a sabedoria de um tempo para a alterar, com sucesso, para outra época. Só nos resta que com as alterações que ainda irão aparecer a cada ano que passa nos possamos cingir a reaprender a cultivar tudo e desta vez sem o antigo costume de usar o calendário mensal senão de outra forma mais alterada e adaptada à própria alteração climática. Só assim é que se poderá atingir os proveitos que se pretendem, caso contrário haverá colheitas perdidas e muito trabalho irá ser puro desperdício.

De à cerca de 5 anos para cá, e a partir da época em que o granizo começou a cair em Junho, Julho, Agosto e até mesmo em Setembro, muitos naturais da região onde me encontro já deixaram de produzir trigo e centeio. Cada vez há menos terras com este alimento e cada vez há mais tendência para plantarem só os vegetais e tubérculos que consideram mais resistentes ao tempo e capazes de vingar apesar das alterações do clima.

Muitos da região criam desde a semente os seus próprios pés para transplantar, já que a qualidade das sementes comprada além de possuir um menor valor nutricional também não é o que oferece uma qualidade pretendida e que ofereça garantias de nascer totalmente numa cultura de grande ocupação. Milho adquirido a particulares em vez de milho comercial, couves e demais verduras selecionadas a dedo por fornecedores de viveiros credenciados, feijão, ervilhas e favas adquiridos ao quilo em vez de ser no grémio local é cada vez mais comprado através de fornecedores criadores de sementes de alta qualidade.

Já os porcos são adquiridos numa quinta que os cria livremente pelos campos, alimentados tradicionalmente, vacinados e possuidores das devidas etiquetas de veterinários camarários é o que está a dar em termos de obtenção de produtos de origem "limpa" em vez de geneticamente modificados. O preço poderá ser um pouco mais elevado, no entanto vale a pena se o resultado final atingir e produzir a cota que satisfaça não só as necessidades humanas como compense o esforço e trabalho em obter boa cultura e produção final.

Esperemos, pois, que o clima não se altere em muito, já que nos próximos anos haverá - segundo previsões mais concretas e arreigadas de especialistas do ambiente - uma série de cinco meses de Verão seguidos e os restantes todos de Inverno.
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