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 Alterações Climáticas - (Leiam até ao fim)

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Branquinho



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MensagemAssunto: Alterações Climáticas - (Leiam até ao fim)   Qua Jul 08, 2009 6:43 pm

Olá Inês, até que enfim se pronuncia.

Vamos a ver se percebe que não pretendo atropelar ninguém, mas em termos de ambiente eu já tenho colaboração activa com alguns blogs e aliás o nosso estudo é muito mais antigo que os actuais, pelo que já vimos a acompanhar o clima desde 2000. Observações feitas por nós em plena Serra da Estrela e na Serra de Montemuro já deram uma conclusão e um relatório pouco agradável.

Ora, fala-se muito sobre o “tempo” e não é nenhuma surpresa ou novidade que este exerce sobre nós a pressão de nos ditar o que vestimos ou despimos e até sobre aquilo que comemos e bebemos e sempre de forma inconsciente. As pessoas normalmente vestem-se e despem-se ao sabor do “tempo” que é o mesmo que dizer que está calor ou frio para esta ou aquela roupa. O “Clima” já não é a mesma coisa que o “Tempo”.
O “clima” sempre variou em função das causas naturais que podem ser as muitas alterações da radiação solar, erupções vulcânicas e sobretudo pela grande concentração de gases de efeito estufa que mantêm o calor na atmosfera e que são realmente e sem qualquer sombra de dúvida causados pelo Homem. As que se dão por “ordem natural” explicam só uma percentagem mínima, mas as artificiais que são provocadas pelas indústrias são as que desde há anos atrás provocam as crescentes concentrações na camada de ozono que estão a cobrir todo este nosso globo com mortais poeiras que reflectem novamente o sol de volta para o espaço e causa as grandes e diversas variações do sistema climático.
Essa mudança climática global, verificada no nosso século XX e intensificada cada vez mais nas últimas décadas constitui uma grande ameaça sobre a humanidade (inclui-se todas as espécies de animais) e, sem deixar de ser, gravemente sobre a natureza e aquilo que ela produz.
Cientistas de renome, grandes laboratórios de todos os governos do mundo nos quais se incluem as explorações espaciais da NASA que são as que mais tem demonstrado que o que não vemos eles podem ver, acabaram por chegar a um consenso que rapidamente despoletou uma união de todos os países.
Misteriosamente, essa união e respectivas acções levadas em escasso tempo a efeito, passou ao lado e senão mesmo debaixo das barbas do entendimento e consciência do público e da grande maioria esmagadora dos milhões que compõem a “civilização humana” que habita este nosso globo a que demos o nome de Terra.
Seja como for, a alteração climática é já de um estado irreversível na sua totalidade. Façamos o que agora fizermos em termos de reciclagem, diminuição da poluição em troca do carro para andar a pé, usar combustíveis limpos e energias alternativas tais como a do sol e a eléctrica e demais acções que nos proponhamos a fazer, já não há qualquer actividade humana que impeça o desfecho final do colapso mundial. Esta é que é a verdade do clima e do seu estado.
Todos sabemos que a energia do sol é a que aquece a terra e, na medida que a temperatura vai aumentando ao longo do dia e da noite, o calor é enviado para a atmosfera sob a forma de energia infravermelha e algumas partes dela é absorvida na atmosfera pelos gases efeito de estufa. Logo, a atmosfera actual como uma parede de uma gigantesca estufa – tal e qual sucede com as estufas do jardineiro – deixando entrar a luz e absorve a energia infravermelha que sai, mantendo o calor interior dessa estufa. Sem esse efeito de estufa que a terra possui muito antes de aqui aparecer qualquer ser humano a pisar o solo, as temperaturas seriam de -18º Celsius e neste momento está nos + 15º Celsius.
As nossas actividades humanas, industriais e poluidoras, estão a fazer com que a atmosfera tenha uma acumulação de gases de dióxido de carbono, óxido nitroso e metano que aumentam o efeito de estufa e sobreaquecem o planeta.
O nosso intenso relatório, de estudos da atmosfera e dos seus efeitos no futuro que conta com actualizações sempre que se verifica qualquer mínima alteração que seja indicada pelos cientistas, diz-nos que o ano de 2006 foi o ano mais quente dos 150 anos anteriores. A elevação da temperatura aumenta a capacidade do ar em reter vapor de água e consequentemente, há maior demanda hídrica, e na sua resposta a estas alterações, os ecossistemas naturais e até artificiais de plantas poderão aumentar a sua biodiversidade ou sofrer influências negativas.
Não conseguindo salvar o planeta no seu sistema de temperaturas quanto mais o clima, tendo-se já verificado graves alterações ao nível da subida das águas em várias partes do nosso globo – cada vez mais países vão sofrer os efeitos da subida das águas que é o resultado do derretimento do gelo da Antárctica (as noticias dos telejornais são para estudo e não mero passatempo porque contêm mensagens subliminares não perceptíveis de imediato), os governos tem vindo a adiar o que já é impossível de curar seja com que acção for. Mantêm-se então, a nível de “entretenimento público”, as acções de “consciencialização” para o tratamento de lixos e reciclagem, mas sem revelar a causa derradeira.
Descobrindo nos seus elevados estudos, realizados por proeminentes cientistas, engenheiros e uma equipa de inúmeros e experientes peritos em clima, biodiversidade, meteorologia, agricultura, agronomia, vulcanologia e até genética, acabaram por chegar a um estudo aterrador: que a humanidade vai passar por graves alterações climáticas a nível mundial e que dizimarão grande parte das colheitas mundiais de que dependem milhões da nossa civilização humana para se alimentarem e sobreviverem.
Realizado este estudo, concluído todo o processo e não se tendo verificado quaisquer métodos eficazes de retrocesso do actual estado climático, passaram rapidamente à acção: Criar uma Arca do Fim do Mundo escavada numa montanha gelada a mil quilómetros do Pólo Norte, essa "arca de Noé das sementes" tem câmaras que permanecerão congeladas por 200 anos mesmo em caso de o aquecimento global atingir o pior cenário previsto e se houver defeito no sistema artificial de refrigeração, segundo os responsáveis.
A caverna, numa ilha do arquipélago de Svalbard, no extremo norte norueguês, serve de "armazém" para sementes armazenadas em bancos genéticos de todo o mundo. Inicialmente, 100 milhões de sementes de mais de cem países foram enviadas para serem mantidas no local, que custou 10 milhões de dólares e armazena 268 mil amostras diferentes, cada uma de um campo ou quinta. Não há ali qualquer planta de origem transgénica. Há, pois, desde amostras de alimentos importantes vindos da África e da Ásia, como o arroz, milho, trigo e sorgo, até variedades europeias e sul-americanas de beringela, alface, cevada e batatas.
Durante a cerimónia de inauguração da qual participou o presidente da Comissão Europeia (Poder Executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, este acto foi mostrado nos noticiários de todos os lares portugueses e nos quais canais originais de Portugal.
As condições ali em baixo na gruta são perfeitas, e o grande túnel de entrada ligeiramente inclinado leva até as três gigantescas câmaras, onde podem ser armazenadas até 4,5 milhões de amostras, com um total aproximado de 2 bilhões de sementes. As sementes ali depositadas continuam sendo propriedade dos depositários, entre os quais há grandes bancos genéticos de países em desenvolvimento. O potente equipamento de refrigeração torna ainda mais gelada a primeira câmara. As sementes serão mantidas numa faixa de -18Celsius a -20Celsius
Nessas condições, segundo os seus realizadores, a cevada consegue sobreviver durante 2.000 anos, o trigo sobrevive por 1.700 anos, e o sorgo poderia atravessar quase 20 milénios.
O objectivo é conservar até 4,5 milhões de amostras de sementes e 2 bilhões de sementes de todas as espécies cultivadas e conhecidas pelo ser humano. Esse património, mantido em segurança máxima, estará protegido de catástrofes naturais e até mesmo de guerras nucleares. É o último refúgio das lavouras do mundo e a última esperança de sobrevivência.
As mudanças climáticas foram, pois, inicialmente o que impulsionou todo o projecto, mas não foram o único motivo. Nos últimos anos, mais de 40 países tiveram os seus bancos de sementes destruídos: em inúmeras guerras como o Iraque e o Afeganistão, ou em inundações e outros desastres ecológicos, como o recente tufão nas Filipinas.
A construção do Banco Internacional de Sementes de Svalbard custou US$ 9 milhões à Noruega. O local do banco resiste a actividades vulcânicas, sísmicas e ao aumento do nível do mar. A área tem baixo nível de radiação, fundamental para a manutenção do X das plantas. No frio em que será mantido o banco, sementes de trigo, cevada e ervilha podem sobreviver mais de 10 mil anos. Em caso de falta de energia, as sementes não serão prejudicadas de modo algum: o permafrost - solo permanentemente congelado - impede que a temperatura suba acima de -3,5ºC, garantindo a sobrevivência das sementes por até 200 anos.
Elas só poderão ser usadas, porém, quando as cópias originais forem perdidas. De acordo com estatísticas da FAO, no último século, 75% da diversidade genética de centenas de milhares de espécies de plantas desapareceu. Dos 7.000 tipos de plantas já cultivadas pelo ser humano, só 150 espécies estão no cardápio hoje.
Em suma, já há quem esteja à espera de que "algo" de imensa acção se vá abater, de uma forma ou de outra, sobre a humanidade, porque em anos anteriores tal não sucedeu até se verificar a necessidade de criar este cofre.

Perante isto, se leu tudo até aqui, alguém dos membros ainda dúvida? Eu não, e há quem já esteja a caminho do êxodo das cidades para criar “celeiros particulares” nas montanhas. Shocked
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MensagemAssunto: Re: Alterações Climáticas - (Leiam até ao fim)   Qui Jul 09, 2009 10:41 am

Ufa, Branquinho, até fiquei sem fôlego...
Parabéns! Arrow
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Violeta

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MensagemAssunto: Re: Alterações Climáticas - (Leiam até ao fim)   Qui Jul 09, 2009 4:33 pm

ah eu nem li tudo...ufa!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Alterações Climáticas - (Leiam até ao fim)   

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